Devocional Quaresma
Ao concluirmos a seção sobre as palavras de Jesus na cruz, vamos dedicar alguns minutos à arte esquecida da meditação cristã. Não se trata de esvaziar a mente. Nem de repetir palavras sem sentido. Trata-se de meditar na Palavra de Deus. Significa refletir e habitar nessa Palavra, guardando-a nos nossos corações. Não se trata de um ascetismo místico e moderno.
É disso que Davi falou nos Salmos quando disse que “bem-aventurado” é aquele que “se deleita na lei do Senhor e medita na sua lei dia e noite” (Salmos 1:2).
Hoje, dedique alguns minutos a rever as últimas palavras de Jesus que lemos nas últimas sete meditações. Ouça ou cante em voz alta este hino escrito por Isaac Watts:
Ao contemplar a rude cruz, em que por mim morreu Jesus,
minha vaidade e presunção eu abandono com contrição.
Em nada quero me gloriar, salvo na cruz de dor sem par.
Humilde, sacrificarei tudo que desagrada ao Rei.
De Sua fronte, pés e mãos vem um amor que faz irmãos.
Unem-se nEle dor e amor, a coroar o Redentor.
Se eu fosse o mundo Lhe ofertar Ele o iria desprezar;
Seu grande amor vem requerer minha alma, a vida e todo o ser.
Oração
Pai Celestial, penso nestas palavras: “Alguma vez tal amor e tristeza se encontraram?” Nunca houve, e nunca haverá, uma combinação tão comovente e poderosa de amor e sacrifício. O Calvário foi um marco histórico. Nunca me deixes perder de vista a profundidade do Teu sacrifício ao enviar Jesus como o Cordeiro Pascal Perfeito que me redime para sempre. Amém.
Neste tempo, abrando o passo. Escolho caminhar com Jesus, mesmo quando o caminho aperta. Escuto o que Ele diz. Observo o que Ele faz. Entrego-Lhe as minhas resistências e os meus medos. Pergunto: onde preciso de parar hoje para caminhar contigo? O que preciso de largar para Te seguir mais de perto?