20 esperar e aguardar

Devocional
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20 esperar e aguardar
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Anúncio aos pastores

Naquela região havia pastores que passavam a noite no campo guardando os rebanhos. Apareceu-lhes um anjo e a luz gloriosa do Senhor envolveu-os. Ficaram muito assustados, mas o anjo disse-lhes: «Não tenham medo! Venho aqui trazer-vos uma boa nova que será motivo de grande alegria para todo o povo. Pois nasceu hoje, na cidade de David, o vosso Salvador que é Cristo, o Senhor! Poderão reconhecê-lo por este sinal: encontrarão o menino envolvido em panos e deitado numa manjedoura.» Nisto, juntaram-se ao anjo muitos outros anjos do céu louvando a Deus e cantando: «Glória a Deus no mais alto dos céus e paz na Terra aos homens a quem ele quer bem!»
Leitura bíblica em Lucas 2:8-14

Naquela noite aparentemente banal, os pastores estavam meramente a cumprir o seu trabalho. Homens simples, acostumados à solidão dos campos e ao frio das madrugadas, tornaram-se os primeiros a ouvir a notícia mais extraordinária da história. Não foi a reis, nem a estudiosos prestigiados, que o anjo apareceu, foi a quem vivia na rotina comum, lembrando-nos que Deus gosta de surpreender o coração humilde. A luz gloriosa do Senhor rompeu a escuridão e encheu o campo de uma presença divina. O medo foi imediato, corações tremeram. O anjo, porém, declarou com ternura e autoridade: “Não tenham medo!” Palavras estas que atravessam séculos e chegam até nós como promessa de consolo, pois Deus não elimina a tensão da espera com palavras vazias; Ele vem com uma boa nova que assegura a Sua presença em todas as noites.
O anúncio foi simples e concreto: um bebé envolto em panos, deitado numa manjedoura. O sinal não era uma exibição de poder humano, mas uma revelação do poder que se mostra na humildade. O Céu e a Terra encontraram-se sobre um campo anónimo, e os que ouviram a mensagem não puderam ficar indiferentes. O infinito aproximou-se do quotidiano e os pastores reconheceram que o plano de Deus alcançara os recantos mais discretos da vida humana. A multidão de anjos que louvou nos céus proclamou uma verdade dupla: glória e paz. Glória a Deus no mais alto dos céus – porque a criação inteira responde ao Seu agir – e paz na Terra aos homens a quem Ele quer bem. Esta paz não é mera ausência de conflito; é reconciliação, restauração e comunhão estabelecida entre Deus e a humanidade. É o fruto concreto da promessa cumprida em Belém.
Os pastores reagiram com urgência; a esperança moveu-os a deslocar-se, a testemunhar, a partilhar a alegria. Este é também então o convite do Advento: não somos chamados à espera passiva, mas a uma vigilância ativa e a passos de fé. Esperar com confiança implica viver com olhos sensíveis à presença de Deus: ver sinais de compaixão, acolher os pequenos sinais de graça, praticar a paz onde estamos. Que neste Advento aprendamos a transformar a nossa espera em resposta: a nossa fé em ação, o nosso temor em louvor, a nossa rotina em adoração. Que a vinda de Cristo nos encontre atentos, dispostos a ir e a anunciar a boa nova com alegria profunda, sempre.

Oração: Senhor, obrigado porque a Tua presença é a luz que rompe a nossa escuridão. Enche o nosso coração da alegria que os anjos anunciaram e ensina-nos a esperar com confiança, mesmo quando não vemos o caminho tão claramente. Dá-nos um coração humilde como o Teu, disposto a reconhecer-Te nos lugares simples, a servir com amor e a viver com gratidão. Que cada dia do Advento nos aproxime mais de Ti e nos faça mensageiros da Tua paz, da Tua esperança e da Tua humildade. Amém.
– Leonor Bossa

Neste tempo pede a Deus força para esperar com confiança. Agradece pela alegria que Ele coloca no teu dia. Entrega-Lhe aquilo que te preocupa. Pergunta: o que queres que eu faça hoje para viver mais perto de Ti?